17 de julho de 2026

Tarifas dos EUA preocupam e negociações devem continuar, defende Senado

A CRE, que tem como vice-presidente a senadora Tereza Cristina, continuará atuando na defesa dos setores produtivos e na busca de uma solução negociada
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado divulgou nesta quinta-feira, 16/07, nota oficial em que manifesta preocupação com a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A nota ressalta que a comissão, que tem como vice-presidente a senadora Tereza Cristina (PP-MS), continuará atuando na defesa dos setores produtivos e na busca de uma solução negociada que evite uma escalada comercial prejudicial aos interesses do Brasil.

Na avaliação da CRE, o próprio governo americano, ao divulgar sua decisão, afirma que a aplicação das tarifas não encerra as tratativas e que as medidas poderão ser revistas. “Esse é um sinal de que o diálogo permanece aberto e deve continuar sendo prioridade”, destaca a comissão.

De acordo com a CRE, a decisão final do governo americano representa um cenário “menos gravoso” do que inicialmente imaginado.

“A lista de exceções foi ampliada e passou a contemplar novos produtos de interesse da pauta exportadora brasileira, entre eles ferro-gusa, determinados couros, alguns produtos de madeira, mel orgânico, café instantâneo e outros insumos estratégicos. Esse avanço demonstra que o diálogo institucional e a mobilização dos setores produtivos produziram resultados”, destaca a nota, assinada pelo presidente da Comissão, Nelsinho Trad (PSD-MS).

O documento lembra ainda que o Brasil dispõe de instrumentos legais para defender seus interesses, entre eles a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional em 2025. A senadora Tereza Cristina, que foi relatora da lei, defende que ela só seja utilizada em último caso, depois de esgotadas todas as negociações.

Com informações da Agência Senado